AMORES
Amor de dama, também sozinho
De mucama. Tudo é amor.
Amor bandido, bem desmedido, até com dor.
Da menininha, da mulher feita,
De toda idade. É bom amar.
À meia luz, infinitas trevas, ao sol raiar.
Loira, negra e morena
Ruiva, mulata, grande ou pequena
Corpo qualquer.
Amor quietinho, mui sorrateiro,
Bem aparente pra toda gente
Melhor não há.
Amor de graça, caro talvez.
Em plena praça, assim sem sonhos
Sempre e outra vez.
Entre paredes, ali na rede, na amplidão
Em bela cama, seja na grama
Até na lama. Tudo é amor.
É desamor a despedida
Sem ter caminho, viver sozinho
Fugir da vida, sonhos não ter.

Do Melhor
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