ASAS
Com minhas plumas coloridas Deparam dúvidas com obstáculos Imaginação: outro mundo à frente. Alguns sonhos podarão, eu sei.
A vontade é só voar
Pelos amplos caminhos da liberdade.
Porém...
Prendem-me nesse insólito cubículo
Querem podar-me as asas, sem pensar.
Tradicionais montanhas de gelo:
Ordens, obrigações. (Comodismo?)
Acomodaram-me. Impedem a luta
E vivem meu mundo.
Degelando os fortes grilhões.
De sombras mortas surgem maravilhas
Na amplidão do universo
Sonhos... ilusões... realidades
Descortinam o horizonte
Largo, deslumbrante, colorido e lúcido.
Mas o pensamento, solto pelos ares,
Aproxima do infinito, os ideais.
Não sou desse mundo. Tenho asas.
Vou voar um vôo livre.
Um dia, vou voltar. Ou jamais
Esses lúgubres e obsoletos caminhos
Sentirão o brilhar sombrio de meus olhos.

Do Melhor
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